Depois do som...

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Por Renato Girão

Catetear Notícias

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Costumamos, desde sempre, ficar atentos a determinados sons como forma de reconhecimento de algo.
Assim, quando escutamos o trovão, de certo que virá a tempestade.

"Num abrir decidido de uma porta de vidro até que ela fique presa aberta, alguém que aguardamos acabou de chegar. No sonzinho da bola na rede, ou no filó, como chamavam os antigos, a explosão do gol.

Num risinho sonoro de um bebê no berço, percebemos o seu despertar.
Em vários gritos no estádio, geralmente na tonalidade aguda feminina, a iminência de se levar um gol.
O galo nas primeiras horas que anuncia a pré alvorada.

"O som do encher de uma taça e de se abrir uma garrafa, na celebração dos momentos. Alguns sons vêm depois do prazer. O ahh depois do primeiro gole é clássico.

Há os sons que permanecem durante o prazer. Mas aí já é uma história particular de cada ser. Façamos e escutemos os sons, antes que nos venha o silêncio. Que também é mágico e revelador.

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Renato Girão é poeta