O Perfume da Resistência:
O Perfume da Resistência: O Que o Gerânio me Contou

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Dizem que existem almas incorrigíveis. São aquelas que, mesmo atravessadas pelo "fio da dureza" da vida, recusam-se a entregar a ternura que habita suas entranhas. Ontem, o "fenomenológico" sussurrou no meu ouvido: diferente da fala, o cheiro não passa pelo filtro da razão!

Essa descoberta não veio por conceitos teóricos, mas pelo olfato. Em uma constelação familiar, onde a sincronicidade e a fenomenologia são precípuas, o aroma do gerânio tomou minha alma e, num instante, o tempo deixou de ser uma linha reta.
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"Fui transportada para o jardim da minha infância, onde as flores de gerânio eram o ingrediente principal das minhas "comidinhas". Ali, naquele brincar sagrado, a vida era plena de sentido.” |

A criança Ellen Christina Alves Marins
O cheiro trouxe de volta a criança que eu fui — aquela que não conhecia a exigência do desempenho, mas apenas a pureza do ser. O meu desaguar foi o encontro daquela menina com a adulta que hoje resiste a um mundo de produtividade sem alma.
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"Percebi que minha "incorrigibilidade" é minha maior força. A dureza do tempo não apagou o perfume da minha infância. Meu desaguar é a prova de que a essência permanece intacta, protegida pela linha Divina disfarçada de teimosia — uma encantaria alquímica no DNA da minha esperança.” |

Apostar na ternura é honrar a vida nas entranhas. Decidi que, embora o mundo tente nos transformar em engrenagens frias, a escolha de permanecer orgânica será sempre nossa. Hoje, minha missão é manter esse jardim interno vivo.
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Ellen Christina Alves Marins é correspondente jurídico



