Museu Vicente Celestino Abre as Portas
A primeira sede do Museu Vicente Celestino

Por Luiz Carlos Prestes Filho
Exclusivo Catetear Notícias
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É com o coração batendo no ritmo de uma seresta que escrevo estas linhas. No próximo dia 27 de março, viveremos um momento histórico em Conservatória: a reabertura do Museu Vicente Celestino, totalmente reformado e modernizado. Olhar para esse museu é revisitar a trajetória de muitos amigos. Em especial, do fundador.
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Há 27 anos, em 13 de março de 1999, o saudoso Wolney Porto realizava o sonho de inaugurar este espaço. "A primeira sede foi na casa de esquina entre a Rua Osvaldo Fonseca e a Travessa Geralda Fonseca, perto de onde ficava o Museu da Seresta", relembra o artista Mário Luiz. |

Interior do Museu Vicente Celestino
Wolney não estava sozinho. Ele contou com o apoio fundamental do Vitor Emanoel Couto, o Vitinho, e de funcionários da Prefeitura. E quem não lembra do capricho de Mário Luiz, da Casa da Arte? Foi ele quem deu vida ao primeiro letreiro e cuidou de cada detalhe das fachadas. O Museu, que é um verdadeiro presente para a memória da música brasileira, teve seus momentos de itinerância. Passou pelo Hotel Vilareal sua segunda parada, estrategicamente próxima à Locomotiva 206, no coração do distrito. Novamente, Mário Luiz emprestou seu talento para pintar o nome do Museu na fachada. Depois o museu estacionou na Escola Municipal Maria Medianeira onde foi acolhido no salão nobre, mantendo viva a chama da nossa história. Onde está até hoje.

Wolney Porto o fundador do Museu Vicente Celestino
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"A partida de Wolney Porto em 2025 nos deixou um vazio imenso, mas ele nos confiou um legado que não poderia silenciar. Seu amigo e parceiro de longa data, Humberto Piauí, assumiu a responsabilidade de conduzir esse patrimônio. Liderou os trabalhos de reforma e modernização com o apoio da Associação Cultural e Educacional Pedacinho do Céu, da Secretaria Estadual de Cultura e da Prefeitura de Valença.” |

Este Casarão abrigou o Museu Vicentes Celestino
"Ver o museu pronto para uma nova era é a maior homenagem que podemos prestar ao mestre Wolney. Preservar o Museu Vicente Celestino é garantir que a voz de ouro do Brasil continue ecoando pelas ruas de Conservatória", afirma Piauí e convoca: "Venham celebrar essa vitória da cultura!"
O MUSEU VICENTE CELESTINO
O Museu Vicente Celestino, localizado em Conservatória (distrito de Valença, RJ), é um dos principais guardiões da memória da "Época de Ouro" do rádio e do cinema brasileiro. Idealizado por Wolney Porto, o espaço reúne um acervo impressionante de aproximadamente 36 mil itens.

A imagem de Vicente Celestino com a idumentária original do filme "O Ébrio"
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"Embora o foco central seja o casal Vicente Celestino e sua espoa, Gilda de Abreu, o museu funciona como um centro de preservação da memória para diversos artistas.” |

A imgagem do compositor Guilherme de Brito ocupa espaço privilegiado
O espaço abriga objetos pessoais, indumentárias, documentos e registros fonográficos de nomes como Ademilde Fonseca, Jorge Goulart, Nora Ney, Nelson Gonçalves, Emilinha Borba, Guilherme de Brito, Gilberto Alves, Adelaide Chiozzo, Núbia Lafayette e Elizeth Cardoso. Está exposto os figurinos originais dos filmes "O Ébrio" (1946) e "Coração Materno" (1951); o vestido de Gilda em "Bonequinha de Seda"; e as roupas de casamento do casal. Também, o violão de Vicente Celestino e o piano utilizado em suas vocalizações.

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LUIZ CARLOS PRESTES FILHO – Cineasta, formado em Direção e Roteiro de Filmes Documentários para Televisão e Cinema pelo Instituto Estatal de Cinema da União Soviética; Especialista em Economia da Cultura e Desenvolvimento Econômico Local; Coordenou estudos sobre a contribuição da Cultura para o PIB do Estado do Rio de Janeiro (2002) e sobre as cadeias produtivas da Economia da Música (2005) e do Carnaval (2009); é autor do livro “O Maior Espetáculo da Terra – 30 anos do Sambódromo” (2015).



